13 de janeiro de 2012

M:O:A - Stress no festival e Mad Butcher vem com o Destruction


Depois de uma eleição cancelada no Facebook pela produção, por problemas com a votação, e de outra eleição acirrada no Whiplash,  a primeira banda de Metal da história do país, Stress, tocará no Metal Open Air.


Além da banda do Pará, os cariocas do Matanza também foram escalados ao cast.

STRESS - No início dos anos 1970, em Belém, havia pouca coisa para um roqueiro adolescente fazer nos fins de semana. As novidades do rock internacional chegavam no Brasil com um certo atraso. O acesso aos novos lançamentos em disco era um privilégio de poucos, e estes tinham dificuldade para se encontrar. Quando sabiam que havia mais alguém que gostava destas bandas, logo procuravam conhecê-lo para partilhar o prazer de ouvir e sentir a energia daquele som: alto, forte e contagiante, mas estranho para a maioria das pessoas. Foi nesse clima que, em outubro de 1974, André Chamon foi convidado pelo paraense Wilson Silva e pelo carioca Pedro Lobão para formar uma banda de rock. Aceitaram o convite e chamou seu amigo de infância, Leonardo Renda, para participar do projeto. Leonardo ofereceu a garagem de sua casa para os primeiros ensaios, cada um escolheu o seu instrumento e todos juntos aprenderam a tocar. Wilson e Pedro se revezavam na guitarra e baixo, o Leonardo resolveu tocar teclados e o André bateria. O bumbo da bateria era torto, parecia um pingo, e por este motivo o primeiro nome da banda foi “Pinngo D'água” - com dois ênes para ser diferente. Antes do final do ano, Pedro voltou para o Rio de Janeiro e Paulo Lima assumiu o baixo. Tiveram, ainda, um guitarrista chamado Adonay, que o pai proibiu de tocar. Motivados pelo grande sucesso alcançado em sua cidade natal, os integrantes da Stress viajam para o Rio de Janeiro, e hospedam-se em um único quarto de uma pequena pensão no bairro do Catete, para gravar o seu primeiro álbum, de maneira independente, no menor espaço de tempo possível, pois as despesas, ao contrário do que previram, aumentavam a cada dia. Foi assim que, nos dias 3 e 4 de agosto de 1982, em apenas 16 horas, numa mesa de 8 canais, no Estúdio Sonoviso, a Stress grava aquele que seria o primeiro LP de heavy metal de uma banda brasileira. Mas foi necessária uma grande luta para registrar o peso em vinil. O técnico de som quase colocou tudo a perder. Queria a todo custo deixar o som limpo. Chegou a tentar enganar a banda, dizendo que não era necessário pedal de distorção, pois esta seria acrescentada na mixagem. Apesar dos poucos recursos existentes e da falta de preparo dos técnicos de estúdio no Brasil, que desconheciam este tipo de som, a Stress consegue impor o seu estilo. Após a gravação, ainda em 1982, a Stress volta a Belém e monta uma superprodução para o lançamento do disco. O show acontece no "Estádio da Curuzu" (estádio do clube Paysandu) em novembro de 1982, onde tocam para o seu maior público, estimado em 20.000 pessoas. Animados com a divulgação inédita que o metal havia conseguido, o baterista André Chamon e o vocalista Roosevelt Bala resolveram se mudar definitivamente para o Rio de Janeiro, em busca de novas oportunidades para a Stress. Estavam no lugar certo e na hora certa, e surgiu a chance de lançar o seu segundo disco através de uma grande gravadora. Chamaram o tecladista Leonardo Renda e o guitarrista Paulo Gui, que estavam em Belém, mas estes não puderam viajar para o Rio. Lembraram-se do guitarrista Alex Magnum e do baixista Bosco, que haviam visto tocar em uma banda de Niterói, chamada Metal Pesado, e os convidaram para a gravação. Pensando haver chegado a hora, o vocalista Roosevelt Bala, o guitarrista Paulo Gui e o baterista André Chamon se reúnem novamente para compor novas músicas e, em 1996, a STRESS lança o seu terceiro disco em CD, “Stress III”, com produção independente. Mas a banda não tinha o sotaque nordestino nem a miscigenação rítmica desejada pelo mercado, o que fez este trabalho passar praticamente despercebido.Em 2007, a Stress lança um DVD com o show que marcou o seu retorno em 2005, incluindo making off, discografia e um documentário que conta toda a sua história. Em 2011, a banda abriu o show do Iron Maiden em Belém do Pará, chegando a um público de quase 15.000 pessoas.

MATANZA - Foi idealizado nos idos de 1996 por Jimmy e Donida, atendendo à brilhante idéia de explorar as melodias simples e diretas da fase inicial da carreira do cantor americano Johnny Cash, adaptadas a um andamento de bateria como o que se ouvia da banda escocesa The Exploited. Com mais de quinze anos de carreira, o Matanza possui uma carreira sólida no cenário nacional, com álbuns que são sucesso de crítica e público como os clássicos “Santa Madre Cassino”, “Música Para Beber e Brigar” e “A Arte do Insulto”. No ano passado, lançaram “Odiosa Natureza Humana”, um disco de características típicas da banda: pesados, rápidos, mal-humorados, irônicos e tocando o country-hardcore que é sua marca registrada.

E outra novidade foi a nota lançada hoje pela produção onde informa que o Mad Butcher em Pessoa virá para performance junto com o Destruction:
"O Mad Butcher em pessoa (sim, o açougueiro maluco do Destruction) pisará no palco do METAL OPEN AIR para uma performance especial! 

A organização do festival, em parceria com o Destruction, decidiu homenagear a churrascaria que ficará no Parque Independência com o nome Mad Butcher. O estabelecimento será totalmente ambientado conforme a arte da capa do disco, e se transformará em um verdadeiro “açougue do terror”. Será que os headbangers conseguirão comer lá dentro? 

Para quem não conhece, o Mad Butcher é uma espécie de “mascote” do Destruction. Sua performance teatral suas goreslaves dão um show à parte. E será possível vê-lo de perto tanto na churrascaria como no palco ao lado dos alemães do Destruction."
Vídeo do Açougueiro:



Em breve mais novidades.

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