4 de outubro de 2011

Rock In Rio: Recifenses comentam o Festival

Visão de Vicente durante o show do Metallica

Desde do anúncio da volta do Rock in Rio para sua cidade de origem, milhares de headbangers enlouqueceram com a ideia de ter no festival grandes atrações como no primeiro evento em 1985. Bandas como Queen, Iron Maiden, Scorpions, Whitesnake e AC/DC estiveram na cidade carioca atraindo público que bateu a casa dos milhões.

Contudo, veio uma grande decepção aos apreciadores de música, quando a produção do evento começou a divulgar os nomes dos artistas que estariam no Rio de Janeiro em 2011. O festival não honrou seu nome e deixou o Rock como coadjuvante.

Desta forma, headbangers só tiveram uma noite para bater cabeça, e mesmo assim a noite não foi totalmente dedicada ao Metal.
Pernambucanos
Recife esteve presente com centenas de pessoas, e quatro em especial escreveram para o blog como foi esse dia tão aguardado, o dia do Metal no Rock in Rio.

Leandro, Padre (Pedro), Pedro Hellrique e Vicente representam a Zona Norte da capital pernambucana e foram contemplados com grandes shows. Escrevendo para o blog eles tocaram em pontos cruciais para um grande evento e também sobre os grandes e também minúsculos shows do festival.

Pedro e Vicente

Produção/Organização

Leandro "A quantidade de pessoas superou a expectativa da organização do evento no dia do metal. As filas eram gigantescas, e isso gerou problemas na hora da entrada. Consequentemente, a segurança do evento perdeu em qualidade em função da necessidade de agilidade na portaria. Eu mesmo entrei com uma mochila cheia de comida. Deram uma olhada superficial e na hora da revista também, poderia estar com uma arma branca ou com drogas ilícitas que ninguém iria perceber na entrada. Em relação ao espaço físico, não há muito do que falar. Mesmo com a distância considerável da rua onde ficavam as lanchonetes e os banheiros do local do show, por conta da demanda e dos curtos intervalos entre as bandas, as filas para comprar comida eram enormes, pois a maioria não queria perder os shows. Da mesma forma, era nas filas que davam acesso para os "brinquedos", A roda gigante e a montanha russa Em relação aos shows, vi uma entrevista com João Gordo a respeito. Na entrevista ele criticava a organização do palco Sunset. Realmente... Poderia ter sido melhor no que tange os horários e a qualidade do som. Às vezes ficava difícil escutar a guitarra no show do korzus, mas em termos gerais, isso não prejudicou a ótima apresentação da banda. Acho que os pontos ruins foram os mesmos da maioria, falhas mais estruturais mesmo."

Padre (Pedro) "O que achei da estrutura foi que faltou muita coisa, tipo, organização nos banheiros e entrada para eles. As filas que não existiam para os restaurantes também, era a lei da força quem chegava comprava. E o tempo de entrada de uma banda para outra era + ou - de 40 minutos, o Metallica demorou mais."
Foto tirada por Pedro

Pedro Hellrique "A organização deixou a desejar, desde filas que eram enormes, a banheiros imundos. O preço das coisas também não era muito acessível."

Vicente "Primeiro falo, sobre a distância que fica a cidade do Rock. Todas as pessoas tiveram que ir de Ônibus de linha, pois não tinha outro método, uma grande falta de organização, principalmente no primeiro dia (23/09), onde várias pessoas que compraram o Rock in Rio Card só conseguiram chegar no show às 20h, onde tinham pego o ônibus de 13h, por causa do trânsito chegaram muito tarde nos shows, enfim, o dia 25/09 começou do caralho chegamos na fila às 10:40 e ficamos até as 14h esperando os portões se abrirem, não pediram carteira de estudante alguma. Entrando numa cidade do rock você se sente num evento europeu. Medina quis fazer tanto um evento com características europeias que também colocou pra fuder nos preços, um copo de cerveja de 400mL R$ 7,50, imensas filas para comprar um Hamburguer (Pão, uma fatia de queijo e carne, somente) de R$ 10,00."

Padre e Leandro

Shows - Palco Sunset

Leandro "O show do Angra eu perdi. falaram muito mal, mas eu não estava la para ver, tinha saído para dar um rolê nessa hora. E com muito atraso, já coincidindo com as apresentações do palco mundo, entrou o Sepultura no palco Sunset, ótima apresentação com o grupo de percussão da França. Eu, com todo o preconceito 'headbangeano', jurava que iria ficar ruim, mas felizmente quebrei a cara. Entrosamento muito foda com a percussão e as músicas mais cadenciadas da fase 'roots' do sepultura."

Padre (Pedro) "No palco Sunset só durante Angra o som estava baixo. Angra, foi aquele típico show deles, com sons das antigas misturado com algumas novas, e a participação de tarja deu o ar da graça, ela teve uma participação importante no show."

Pedro Hellrique "O korzus e cia fizeram bonito no começo do festival!"

Vicente "Como não gosto do Mantanza não os vi, o Korzus, Botou pra fuder,  principalmente quando o Vocalista do Destruciton entrou tocando 'Mad Bucher'.  Angra e Tarja Turunen também não decepcionaram, fizeram um show muito bom,  somente o som estava ruim para quem estava mais atrás. não vi o Sepultura, fui ao palco mundo pegar um bom lugar."

Vicente e Leandro durante show no Palco Sunset

Glória/Cohed and Combria/Slipknot

Leandro "O show do Slipknot, apesar de não curtir muito a banda, foi muito bom! Achei que o vocalista não explorou tanto os vocais "guturais" dele, se limitou mais ao vocal melódico. Tirando isso, boa apresentação."

Padre (Pedro) "A  apresentação do Slipknot foi show a parte, eles têm presença de palco, estigam a galera. Tirando o Metallica o melhor show. Cohend and Cambria muito fraco.... Sem presença de palco, e nem se despediu da galera quando acabou o show.  Glória sem comentários na moral!"

Pedro Hellrique "Slipknot foi uma banda que me surpreendi. Tenho o 1º CD deles e eles fizeram um set em cima de suas musicas antigas, que na minha opinião são bem pesadas e originais. Eles assim como o Metallica sabem manter o publico sobre total controle."

Vicente "Às 19h em ponto  entrou o Gloria, a reação do público foi sincronizada, todos dando dedada, e alguns formando um coração com as mãos. No fim das músicas quando o vocalista tentava falar com o público vinha uma grande vaia. Na metade do show eles tocaram 2 covers do Pantera, foi notório que adiantaram as músicas para estigar o público, caso não seria enxotados do palco. Depois veio o Coheed and Cambria, a banda entrou ficou estática, tocou e saiu sem falar nada com o público, a única parte boa do show foi o cover do Iron Maiden. Depois veio o Slipknot, para mim era 8 ou 80, e eles fizeram um show não 80 e sim 1000. Que show do caralho, eles tocaram todas as músicas do primeiro álbum, que para mim é o melhor, os caras tem uma presença de palco do caralho, ninguém fica parado no show dos caras, mesmo que não goste você estiga em alguma parte do show.  Tiro o chapéu para os caras, fenomenal o show deles."

Vicente e Pedro

Motorhead

Leandro "O ponto negativo para mim foi o show do Motorhead. uma pena, pois é a banda que mais gosto que tocou naquele evento. Lemmy não respeitou as limitações da idade e entrou muito 'debilitado' por conta dos 'excessos' no camarim. Alguns clássicos como 'Iron first' e 'Ace of spade' foram tocados levemente mais lentos do que o comum, sem contar nas falhas de vocais de Lemmy. Tinha hora que ele perdia a voz, o fôlego.. foi foda. O que segurou o Motorhead naquele show foi o "show" de bateria do Mikkey Dee, destruidor!"

Pedro Hellrique "Motorhead sempre faz bonito, mesmo Lemmy sentindo o peso da idade."

Vicente "Lemmy botou pra fuder, um repertório Filho da Puta, Tocou quase 1h, mas estava notório que ele não aguenta mais o ritmo do Motorhead, está cansado e falando muito pouco, mas foi um show do caralho."


Metallica

Leandro "O Metallica nem se fala, botaram pra fuder. Um setlist muito bom que não deixou de fora muitos clássicos da fase antiga da banda. Se bem que eles deveriam ter tocado 'Whiplash' e 'Seek and destroy' na metade do show pelo menos. Nessa hora eu tava cansado pra cacete hehehe. Nem deu pra estigar muito, mas foi foda!"

Pedro Hellrique "Mais ao fim da noite o Metallica fez valer as escalas em vôos, as noites mal dormidas e as cervas absurdas a R$ 6,50. Tocando um set impecável que fez valer a pena. 'Orion' que fazia tempo que eles não tocavam me deixou apático. Fiquei satisfeito com que vi."

Vicente "Metallica, sou até suspeito para falar, mas vou falar Renatown. Os caras mostraram porque são a melhor banda de Heavy metal do mundo. A presença de palco dos caras é sensacional,  é algo de você não entender, aquela intro é perfeita, deixa um clima de suspense, com ansiedade até entrarem com 'Creeping Death'.  As mùsicas do Metallica interagem com o público, você nota que se o publico não participar a musica não é a mesma.  Foi um repertório como nunca tinhamos visto o Metallica tocar, mas o ponto crucial e o ápice do show foi eles terem tocado 'Orion', cara não estou dizendo isto porque eu amo esta musica, e sim porque eu conheço muito o Metallica, é raro vê-los tocar 'Orion', pois é uma música feita totalmente por Cliff Burton e isso lembra muito Cliff aos integrantes, tanto é que durante o solo do baixista,  James abaixa a cabeça e fica como se estivesse fazendo uma reverência ou em um momento de respeito, e no final da música ele até fala: Homenagem a Cliff Burton, pois neste mês de setembro faz 25 anos da morte de Cliff. O show é perfeito. Peguei a palheta de James!!!!" 

Padre e Vicente durante o show do Metallica

Palheta de James pega por Vicente

Um comentário:

pedro heineken disse...

grande renatooow,ficou do caralho a matéria,a nossa representação nesse festival,mostra que aqui em pernambuco existe sim público só falta interesse em trazer grandes bandas!!!

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