19 de setembro de 2011

Entrevisa: Sanctifier


Sanctifier, uma das grandes bandas da história do Metal Natalense está de volta!

E em 2011 apresenta nova formação que conta com Rogério Mendes, nos vocais (Ex-Decomposed God); Alexandre Emerson, guitarras; Mitchell Pedregal (Ex-Hammeron), guitarras; Adriano Sabino, baixo (Putritorium) e Marcelo Costa, bateria (Expose Your Hate) com vistas na gravação do próximo CD da banda intitulado “Daemoncraft”, que sairá pelo selo Dying Music e o DVD comemorativo de 25 anos da banda, ambos a serem lançados em abril de 2012.

O blog conversou com o mais novo vocalista da banda Rogério Mendes (ex Elizabethan Warpuga, Decomposed God e Infected) e o o guitarrista Alexandre Emerson. O papo rolou sobre todo o percurso da banda até a atualidade passando por antigos registros e integrantes, influências e principalmente planos para o futuro!

Falando também da amizade dos integrantes com bandas da cena recifense.


Confira abaixo:

Renato Batista - Primeiramente. A banda volta com uma nova formação. Apresente o atual line-up da banda.

Rogério Mendes – Exatamente: o Sanctifier conta com uma nova formação mas que ao mesmo tempo não é uma novidade para quem acompanha a banda. Alexandre Emerson, guitarrista e membro-fundador, continua presente; o Mitchel Pedregal, já integrou a banda em 1995 e o Marcelo Costa já integra a banda há quase três anos - ele também é baterista do Expose Your Hate. A novidade somos Eu, nos vocais, e Adriano Sabino, no baixo. O legal dessa formação é que ela é experiente. Eu já integrei a formação de outras bandas como o Infected (PE), o Elizabethan Walpurga (PE) e o Decomposed God (PE); o MItchel tocou em bandas tradicionalíssimas do Rio Grande do Norte como Hammeron, Auschwitz e Crosskill; o Adriano Sabino, além do Sanctifier, toca numa banda splatter chamada Putritorium e se reúne com amigos para fazer experimentos diversos com música e o Marcelo Costa é também baterista no Expose Your Hate. Está sendo muito bacana trabalharmos juntos. Segundo Alexandre Emerson esta formação é tão interessante quanto a que gravou a dt “Ad Perpetuam Rei Memoriam”(1993) e isso é uma consideração relevante para quem é membro-fundador e principal compositor da banda. 
 
Renato Batista - Depois de anos longe dos palcos a banda volta a tocar ao vivo no palco do Dosol, ao lado do Krisiun e Violator. Para você, isso mostra como a banda é importante no Metal Nacional? Pois, mesmo longe dos eventos o Sanctifier foi lembrado.

Rogério Mendes – Eu já era fã do Sanctifier desde 1993, época em que se gravou a dt “Ad Perpetuam Rei Memoriam”. Este registro foi responsável por consolidar a a banda no cenário death metal nacional e internacional. Pode-se dizer, inclusive, que a banda sempre teve um retorno maior fora do país do que dentro dele. Alem disso a banda conta com uma discografia diversa e razoável, o que contribuiu bastante para torná-la importante. O cd  “Awake by Impurity Rites” (Dying Music, 2007), por exemplo, teve distribuição no Japão e Europa sem falar de alguns títulos que foram lançados. Posso citar, por exemplo, o 7’’EP em vinil que foi lançado na época em que a banda passou a se chamar “Hellspawn”. Esse EP foi bancado pela Molon Lave Records (1993), que tinha como um dos colaboradores o Jim Mutilator, na época baixista do Rotting Christ. O EP foi a prensagem da dt “Ad perpetuam Rei Memoriam”(1993). Há também o split 10’’ MLP, prensado em vinil, intitulado “...In Deathmetallic Brotherhood...”, com o Headhunter d.c, pela Legion of Death Rekordz (França) e um split CD lançado por uma gravadora colombiana Warfucks Records juntamente com duas bandas - “Nekrokultus e Throneaum – em CD.  Houve também o lançamento de um registro em CD, intitulado “The Demons”, com todas as demo-tapes e a gravação de show ao vivo pela gravadora colombiana Trauma, em 2003, e que teve distribuição pela América Latina. Digamos que esse movimento e receptividade tenha contribuído para que a banda fosse valorizada e lembrada. Não teve segredo! Daí uma das razões de sempre recebermos convites para tocar e gravar em projetos legais. Achamos muito bacana a lembrança Dosol 1) por se tratar de uma grande Festival e da 2) valorização acontecer na nossa “casa”, Natal, com duas das três principais bandas brasileiras no mundo hoje: o Krisiun e o Violator.

Renato Batista - Como está sendo a produção deste novo CD? Composições, arranjos.

Rogério Mendes – O CD já está 90% composto, entre letras e músicas. As composições foram feitas, curiosamente, no tempo em que muitos acreditaram que a banda havia acabado, no hiato de 2008 até seis meses atrás. As musicas e letras foram feitas pelo Alexandre Emerson e por um amigo da banda, estudioso americano, sobre o mito de Chuthulu, o Thanes  Annes. Atualmente estamos fazendo os arranjos das musicas. Eu já vocalizei 55% do cd e também estou estudando os arranjos possíveis. Em pouco tempo faremos uma pré-produção e testaremos parte do repertório ao vivo. Essas etapas serão muito importantes para experimentarmos e pensarmos sobre o que pode valer a pena executar. Estamos sendo bem exigentes conosco. Vale salientar que não estaremos sozinhos no projeto do “Daemoncraft”: ele será produzido por Victor Fábio, do Flames Studio (RJ). Victor, para quem não lembra, é um Ex-Sanctifier (também ex-Expose Your Hate e ex-Lord Blasphemate), figurinha carimbada no RN e que recentemente produziu o CD do Nervochaos alem de atuar junto a Tumba Productions. O cd será gravado no Studio R, em Natal, Rio Grande do Norte, em Janeiro de 2012. Victor conhece a banda, participou da história, contribuiu bastante além de conhecer o gênero e ser bem generoso como técnico e ser humano. Estaremos com um amigo e isso será importante. Como vocês estão percebendo estamos dando tudo de nós para que seja um trabalho bacana.

Renato Batista - Fale sobre este segundo CD. Sei que “Daemoncraft” será lançado pela Dying Muisc. Está planejado para sair quando?

Rogério Mendes – O CD será gravado em Janeiro de 2012 e sairá no mais tardar, em Abril ou maio de 2012. Há uma novidade já confirmada pelo Everton de Castro: junto com o CD virá uma camiseta, em policromia, exclusiva, juntamente com um pôster da banda. O CD sairá pela Dying Music. Não há razão para mudarmos. Somos amigos desde muito tempo, crescemos juntos, acreditamos um no trabalho do outro. Será um trabalho conceitual envolvendo a Literatura de H.P. Lovecraft e livres percepções sobre o mito de Chuthullu. Do ponto de vista estético-musical o que posso dizer a sonoridade atual da banda flerta de maneira mais evidente com influências Black, Death e Thrash Metal. Os riffs estão mais concisos, sofisticados e ao mesmo tempo mais simples e objetivos em relação ao “Awake...”. A vocalização está diferente, menos linear em relação a gravação anterior, mais diversificada, mais aberta, o que dará ênfase a algumas qualidades da banda que precisariam ficar mais a amostra. Vamos ver o resultado final... Mas estamos bem otimistas!!!

Renato Batista - O CD “Awaked by impurity rites” teve distribuição por todo o Brasil e por todo o mundo em diversas lojas. O “Daemoncraft” seguirá mesmo caminho e poderá ser distribuído nacionalmente e internacionalmente mais uma vez?

Rogério Mendes - A diferença agora é que os espaços de circulação da musica do Sanctifier, naturalmente, ampliaram-se em virtude de continuarmos na batalha. Muitas pessoas conhecem o nosso trabalho. Ele será distribuído, como disse, pela mesma gravadora (Dying Music). O Everton de Castro é um parceiro e acompanha a banda há muito tempo. Temos os mesmos interesses e não temos problemas de entendimentos e/ou planejamentos. Não tem segredo: os artistas sempre querem que o seu trabalho alcance o maior numero de pessoas e as gravadoras também. O “Daemoncraft” é mais uma oportunidade que teremos e daremos o máximo para que sejamos cada vez maiores. É dessa maneira que as bandas conseguem oportunidades, aprimoram-se e tornam-se grandes. Estamos fazendo a nossa parte, a Dying Music a dela, o Dosol a dela, o Renato Batista a dele... Trata-se de uma rede de cooperação e da qual somos gratos sempre que surgem oportunidades para sermos ouvidos, seja através das nossas músicas ou ideias. 

Renato Batista - No “Daemoncraft” o que poderá ser encontrado de novo em comparação ao “Awaked by impurity rites”?

Rogério Mendes -  Ele está diferente do “Awake...”  Tinha que estar porque não faz sentido fazermos algo igual ou semelhante ao que já foi feito. Essa imobilidade não nos interessa porque significaria inoperância, algo que não nos interessa. Alexandre Emerson continua sendo o responsável pelas composições da banda, ou seja, pode-se encontrar nas musicas novas atmosferas semelhantes às encontradas no “Awake...” mas com uma técnica mais concisa. No “Daemoncraft” poderá ser percebidas, mais nitidamente, as influências de cada um de nós. Está um trabalho bem honesto. Mas não será um trabalho nostálgico apesar da “pegada” old-school! Particularmente estou achando um trabalho mais bem resolvido, elaborado. Defino-o como um trabalho de afirmação. Acho que isso tem a ver com o momento que cada um dos integrantes. Acho que isso passa para as composições. Ainda há a mescla de gerações e referências de cada um! Cada um com histórias e formação bem diferentes, plural, convergindo num resultado...que é o “Daemoncraft’! O que é muito bom! O que eu descrevo como o que pode ser encontrado é: espírito novo! Espero que gostem do que planejamos e estamos fazendo!


Renato Batista - O Sanctifier tem mais de 20 anos de história e diversas formações. A atual formação está finalmente concreta?

Rogério Mendes – Já vivemos o suficiente para sabermos sobre a transitoriedade das coisas e para aproveitarmos bastante o momento que vivemos. Estamos aproveitando e produzindo bastante. Vamos ver o que acontece. Não podemos nem queremos nos preocupar com situações hipotéticas porque vivenciamos um momento de muita praticidade. Temos evitado a imaginação: ela é bem perigosa por nos colocar num mundo que não existe rsrsrs O que existe está sendo bem legal e suficiente: “Daemoncraft”, shows, DVD, clip..... Mas ninguém é insubstituível e não há dificuldade que não se supere. O que podemos dizer a vocês é que estamos ansiosos em voltar! Estamos com saudades de tocar, de gravar e de ter contato com os amigos, fãs! Se puder apareçam no Dosol, dia 06/11!! Se acontecer de não irem esperamos poder voltar a Recife em breve! O público de Recife é muito receptivo alem de ser terra de grandes amigos e de grandes bandas. Queríamos aproveitar e mandar um abraço aos amigos do Cruor, do Inner Demons Rise, do Malkuth, do Cangaço, do The Ax, do Cérbero, dos Cachorros de Olinda e ao pessoal do Decomposed God. 

Renato Batista - O Sanctifier participou de um tributo nacional ao Rotting Christ, onde tocaram as bandas Malkuth, Miasthenia, Malefactor, etc. Os gregos são influência para a banda?  Quais bandas influenciam o som do Sanctifier? Sei que o Acheron também é uma, pois no CD “Awaked by impurity rites” a banda gravou um cover de “Thou art lord”.

Rogério Mendes – Em geral não existem influências fixas. Existe a admiração no reconhecimento de bandas pela originalidade e honestidade no desenvolvimento de um trabalho. Temos mais interesse em ouvir uma sonoridade nova do que propriamente uma banda nova, entende? Hoje em dia existem muitas bandas semelhantes e isso não é legal porque perde o valor artístico – originalidade. Mais importante do que a banda ter influências é desenvolver algo que não foi visto, pensado, enfim, concebido. Claro que bandas americanas como o Possessed, Morbid Angel sempre serão lembradas por nós. As bandas suecas também. Mas voltando a sua pergunta, particularmente gosto muito dos primeiros momentos da “cena grega”: Septic Flesh (“Mystic Places of Dawn”); Rotting Christ (“Thy Might Contract” e “Non Serviam”); Horrified, Varathron mas alguns dos integrantes do Sanctifier não gostam. Eu gosto! Por isso não posso dizer que eles são influências mesmo porque cada um tem suas predileções e o Sanctifier é resultado dessa mistura. Particularmente, como influência, tenho três referências: Vladimir Kog (“Chakal”, “The MIst); Martin Van Drunnen (Ex-Pestilence e Asphyx) e John Tardy (Obituary). 

Renato Batista - Numa entrevista o Korzus citou o Sanctifier como uma das bandas mais extremas do Nordeste. Mais um exemplo que a banda mesmo fora do palco nunca foi esquecida. Como vocês receberam tal citação?

Rogério Mendes – Sou muito amigo do Antonio Araújo, desde a época do Chaosphere, e ele quando soube que estava com o pessoal do Sanctifier ficou muito feliz e vive dizendo que está ansioso para saber o resultado. Eu não sabia mas ele é fã do Sanctifier e é possível que o comentário dele tenha alguma relação com o que estou te dizendo! Acho também que nenhuma banda é ou pode ser esquecida quando desenvolvem um trabalho relevante. Após 20 anos pessoas ainda falam do Infected e do Elizabethan Walpurga – bandas em que Rogério Mendes foi vocalista. Outro dia, conversando com Pedro Poney (Violator), comentei sobre o Sanctifier, e ele conhecia a banda e em breve tocaremos juntos. Recebemos isso, claro, da melhor forma possível, porque esse é o nosso pagamento: reconhecimento!

Renato Batista - Falando do passado da banda. Sei que você não ainda estava na formação, mas a Demo-Tape "Ad Perpetuam Rei Memoriam" é considerada um grande registro do Death Metal Nordestino. Mesmo novo na banda você sente que esta Demo é a gravação a ser batida na banda?

Rogério Mendes – Eu conheço o Sanctifier há quase 20 anos! Toquei com eles em Natal, em Recife, com o Infected e com o Decomposed God. Para quem não sabe a dt “Ad perpetuam rei Memoriam” foi gravada em Recife, no mesmo estúdio em que o Infected e Decomposed God gravaram suas demos. Sempre fomos muito amigos! Acompanhei todo o processo de crescimento da banda de perto. Só descordo de você no que tange a repercussão da demo limitar-se ao Nordeste. Ela, felizmente, foi mais além. Mas não vamos conversar sobre isso agora. Mas a “Ad Perpetuam...” é parte importante da história da banda não vamos esquecê-la. Mas descordo que ela seja algo que nos incomoda a ponto de termos que “batê-la” como se vivêssemos a sombra de um passado. Seria pequeno pensar dessa maneira.. O Sanctifier está gravando outro trabalho e como disse ao longo da entrevista, não estamos vinculando o trabalho a imagem que a “Ad Perpetuam...” projetou nas pessoas. Mas se você me perguntar se as musicas da “Ad Perpetuam...” fazem parte do repertório eu digo que jamais deixarão de fazer parte do repertório. Estamos em outro momento criativo, de maturidade. Mantermos em 1993 é desnecessário e mostraria muita insegurança quando nos sentimos muito capazes, entende? Costumamos valorizar e dar mais importâncias  ao que estamos fazendo hoje. Ao invés de pensar em “The Cicle of The Entity” ou “Unholy the Ancient Masters” estamos pensando em “Tentacles”, “Invocation of a Shogghot”, “Kutulu”

Alexandre Emerson -  A dt ad perpetuam rei memoriam teve seu momento de glória com cinco malucos sedentos por Death metal. só para se ter uma ideia Renato, prensamos em duas tiragens 1000 capas da dt, é tanto que tem pessoas que tem uma capa mais escura e outra mais clara, isso para 1993 é um marco, conseguimos passar todas as mil cópias e atingimos com isso amizades pessoais com bandas como: Samael, Dissection, Varatrhon, Horrified, Order From Chaos, Ancient Rites, Morbid Angel (Alan Moses), Incubus (BR), Rotting Christ, grands Belial Key, Desultory...etc ou seja o alcance dessa fitinha foi longe... As composições - como essa parte diz respeito a minha cabeça, considero já terem sido batidas; músicas do Awaked como Shoggoths - Summon the hate, Abominations rise, Milenary evil conspiracy são uma extensão da dt. o Daemoncraft mostrará um Sanctifier mais voltado a essência do death metal e mais original, eu particularmente acho que se fizermos uma releitura da dt em uma ótica do Sanctifier hoje, ela tem muitas similaridades com outras bandas e tentamos evitar isso, claro que eu escuto muito Kaamos, Pentacle, Nocturnal Breed, Immolation, Occult mas também escuto Cynic, Atheist, Revocation, Watchtower e querendo ou não encontramos uma certa semelhança em uma ou outra parte. hoje em dia não somos apenas cinco malucos.... Somos cinco velhos malucos sedentos e apaixonados por Death metal.


Renato Batista - Além do Dosol mais algum show marcado? Há planos para turnê de divulgação do “Daemoncraft”?

Rogério Mendes – Houve uma sondagem para um show com o Mystifier, em Natal, e outro com o Krisiun, em outra cidade. Mas não posso dizer nada por enquanto. Quanto a turnê...Vamos por parte. Primeiro gravaremos, depois perceberemos a aceitação do trabalho e aí, sim, planejaremos algo. Tudo vai depender de como será aceito o CD. Mas o que posso dizer Renato é que estamos muito mais interessados em fazer bons shows, com boas estruturas e com participação de boas bandas do que propriamente fazer uma sucessão de apresentações mal aparelhadas ou em condições insuficientes.


Renato Batista - Falando novamente do Festival Dosol. Será possível já tocar as músicas inéditas do “Daemoncraft” ou a banda vai focar mais nas faixas antigas?

Rogério Mendes – Renato, já fechamos o set list do show e adianto que 80% será calcado no “Daemoncraft” e 20% do “Awake...”. Somos uma banda que ensaia semanalmente e o “Daemoncraft” está pronto! O Dosol será um prévia dos shows que apresentaremos a partir do lançamento do “Daemoncraft”, em Abril, onde teremos a oportunidade de tocá-lo na íntegra! 
Renato Batista - Você é ex-vocal do Decomposed God, Infected e Elizabethan Warpuga. A experiência nos vocais é evidente. Depois de estar em três grandes bandas recifenses, agora é vocal de uma grande natalense. Qual motivo de ir para as “bandas de lá”?

Rogério Mendes – Sou natural de Recife e jamais poderia imaginar que um dia poderia estar morando no Rio Grande do Norte e muito menos voltar a integrar uma banda de Death metal. Fui para o Rio Grande do Norte trabalhar. Passei em um concurso público e com isso fixei residência no estado. Essa minha transferência coincidiu com a retomada das atividades do Sanctifier que precisava de um vocalista! Eles e todos que me conhecem sabem que sempre fui fã da banda e mesmo não estando nos meus planos voltar a desenvolver trabalhos com musica pesada seria impossível dizer não ao Sanctifier! Tudo aconteceu de maneira muito coincidente, o que para mim, foi um bom sinal, e agora eu estou novamente na ativa e muito animado com a possibilidade de desenvolver um trabalho bacana. Moro numa cidade do interior, a duas horas de Natal, e todos os sábados para ensaiarmos. Também nos encontramos para sairmos, conversarmos. O pessoal do Expose Your Hate é muito próximo também! Praticamente todo o Sanctifier tocou no EYH e praticamente todo o EYH tocou no Sanctifier! O Rio Grande do Norte é um lugar muito bacana!

Renato Batista - Quais os futuros planos em Curto prazo do Sanctifier?

Rogério Mendes – Gravar o “Daemoncraft” em Janeiro de 2012 e lançá-lo em abril de 2012. Também estamos fazendo um DVD em comemoração aos 25 anos da banda. Estamos captando imagens e depoimentos e há possibilidade de lançá-lo em um formato acessível que prefiro não adiantar agora. Também lançaremos um vídeo clip. No mais, tocar! Divertir-nos e trocar ideias tomando cervejas com os amigos de toda parte!

Renato Batista - Obrigado pela entrevista. Nos vemos no Dosol em Novembro. Deixe suas considerações finais para os fãs do Metal extremo!

Rogério Mendes - Agradecemos ao Renato por nossa primeira entrevista para um fanzine da querida Recife com a formação 2011/2012. No mais agradecer aos amigos daí que estão dando muita força ao Sanctifier: o pessoal do Cruor, do Inner Demons Rise, do The Ax, dos Cachorros, à comunidade “facebooqueana” METAL-PE e ao pessoal do Arena Metal. Espero que possamos nos encontrar no Dosol ou em Recife! Um grande abraço a todos os leitores e amigos!

Alexandre Emerson - Obrigado Renato pela oportunidade que você nos deu em expor nosso ponto de vista e saiba que o Sanctifier tem sua cidade como grande referência, foi a primeira cidade que fiz um show fora de natal, fiz e fizemos muitos amigos em recife, vocês têm excelentes bandas e excelentes pessoas um abraço nos vemos nos palcos. stay impure!

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http://www.myspace.com/sanctifier

Autoria: Renato Batista

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