26 de janeiro de 2011

Violator (DF) no Abril Pro Rock


A produção do festival Pernambucano, Abril Pro Rock, confirmou o Violator de Brasília para tocar na noite do D.R.I. 

Para quem curte Thrash/Crossover esta noite certamente será inesquecível. Além da banda Brasiliense também foi confirmado a banda de Grindcore de Fortaleza, Facada.

RELEASE | “Surgidos em 2002, antes mesmo do renascimento da cena thrash metal mundial, o Violator se formou com o propósito de resgatar a espontaneidade e a raiva que pareciam estar esquecidas na cena metal. Oriundos do meio do Brasil, da cidade de Brasília, não levou mais que uma demo e duas coletâneas para que a banda fosse considerada uma das boas promessas do estilo no Brasil. Mas não se engane, o Violator não é mais uma banda thrash revival. Os únicos zumbis ao redor de seus integrantes são o bando de copiadores natimortos, e a única névoa tóxica apocalíptica que os ameaça não é outra senão a de críticos velhos ou rancorosos demais para compreender a banda.

Se o metal fosse uma ciência exata, poderíamos dizer que esses quatro moleques maníacos elevaram a agressividade extrema do Kreator à potência Paul Baloff, multiplicando a inventividade e precisão de Sacrifice e Vio-Lence sobre uma base que soma Anthrax e Whiplash em doses iguais. O objetivo de Poney Ret (b/v), Caçapa (g), Cambito (g) e Batera (d) é buscar a excelência ríffica, nunca abrindo concessões à violência thrasheira de suas composições. Tanta proficiência acabou chamando a atenção de Rolldão, do selo local Kill Again Recs, que em 2004 decidiu lançar o que seria a segunda demo da banda em EP: “Violent Mosh”. Não poderia haver nome mais apropriado. O material foi lançado em tape na Bolívia e em vinil na Alemanha.

Em suporte ao lançamento do EP, os quatro violadores deram início a uma turnê nacional, a Moshing with Violence Tour 2005, que cruzou o nordeste brasileiro e os levou até o meio da floresta amazônica (!!!). Presenciar o Violator no palco é, certamente, receber uma lição de violência que você não esquece tão cedo. Mas o extremismo do quarteto está justamente na capacidade de misturar sentimentos díspares como fúria e diversão, num turbilhão de stage dives, moshs e genuíno sentimento old school: sem barreiras entre banda e público, todos unidos pelo e para o thrash. E foi justamente esse o mote do primeiro full lenght da banda, “Chemical Assault”, de 2006, licenciado pela Earache Records na Europa.

Logo após o lançamento do seu LP, o Violator se lançou em mais uma turnê. Mas dessa vez, algo sem precedentes no metal nacional. Foram cinco meses ininterruptos em que o quarteto apresentou seu som em cada pedaço esquecido da América do Sul. Combinando a paixão pelo underground, o ímpeto de derrubar fronteiras e a ética do-it-yourself , a banda tomou de assalto todo o continente de forma impiedosa. E a estrada parece ser mesmo a razão dos candangos, a essa turnê, seguiram-se diversas outras apresentações que levaram o Violator a pontos da Europa e até mesmo o Japão. Apresentações que geraram a gravação de um DVD e um split 7” com a lenda do thrash metal Hirax.

Depois de terem dividido o palco com grandes nomes do metal mundial e serem aclamados como a nova sensação terceiro-mundista do estilo, o grupo agora lança seu trabalho mais visceral: “Annihilation Process”, o ansiado sucessor de “Chemical Assault”. Um disco ainda mais agressivo e anti-social, com uma temática que aprofunda o lado político da banda em letras sobre as relações entre consumismo desenfreado e degradação do planeta promovida pelo capitalismo.

A essa altura, você certamente esperaria ler que o Violator está pronto para conquistar o mundo, certo? Errado. O que esses quatro thrasheiros querem mesmo é aniquilar qualquer tipo de trono ou altar. Como foi dito, eles não são sua típica banda thrash metal.”

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