20 de janeiro de 2011

Entrevista: Infested Blood


O Infested Blood é um dos expoentes do Brutal Death Metal Brasileiro. Com CDs lançados na Europa e EUA e com uma turnê de dois meses na Europa a banda reafirma esse posto de ser uma das principais bandas nacionais no gênero sem dúvida alguma.

Na entrevista Diego Do'Urden (Vocal e Guitarra) fala sobre o presente e futuro da banda com ele assumindo os vocais, conta o porque da saída de Cristiano (ex- vocal) da banda, também em primeira mão revela que a banda já está com dez músicas prontas para o primeiro CD com a nova formação, e claro sobre a "Decimating Europe Tour" que os levaram para Europa no último ano. Diego responde sobre shows marcantes, conta histórias das viagens pelo velho continente (que irão fazer o leitor morrer de rir), shows de bandas consagradas que viram no Summer Breeze open air como: Cannibal Corpse, Hypocrisy e Dark Funeral, e também conta venda de produtos da banda pela Europa.

Confira abaixo a entrevista.

Renato Batista - Começo questionando sobre Cristiano (ex - vocal) que passou anos na banda e justamente momentos antes da tão esperada turnê pela Europa ele saiu. Você poderia nos dizer qual foi o motivo para o desligamento dele do Infested Blood?

Diego Do´UrdeN – O Cristiano teve alguns problemas ao conciliar a preparação para a turnê com trabalho e família. Precisou faltar muitos ensaios e foi nestes ensaios que eu assumi o microfone. Já sabíamos que tinha uma grande probabilidade dele não poder continuar na banda da forma profissional e dedicada necessária para se fazer um bom trabalho com o Infested Blood.


Renato Batista - Antes você se importava com as seis cordas agora além delas tem o microfone a sua frente. Você por ter o projeto Demon´s Crest já tinha alguma experiência com os vocais, mas e ao vivo? Como está sendo esse trabalho?

Diego Do´UrdeN – Bom, na verdade são sete cordas! Já estou com minha BC Rich Virgin 7 string desde o começo da banda há 10 anos, foi o relacionamento mais duradouro que já tive, huahuahuahuahuh. O projeto Demons Crest gravei entre Junho e Julho de 2008. A demo Firebrand foi gravada com o intuito de homenagear o jogo Demons Crest do Super Nintendo da década de 90, que possui trilhas sonora super sinistras e cenário infernal, que foram uma das coisas que me fizeram começar a admirar a arte obscura e underground quando eu era criança. Como dizia o título do CD do Dark Funeral...TEACHING CHILDREN TO WORSHIP SATAN! Hahahaha então gravei essas 4 músicas baseadas no jogo e futuramente pretendo lançar um full-lenght. Não comecei minhas experiências com vocal em 2008 quando gravei a demo, na verdade desde pequeno que eu já berro e canto as músicas que gosto de ouvir. Isso pra mim sempre foi uma coisa natural, até na minha primeira banda que montei com amigos de escola eu fazia guitarra e back vocal. A banda se chamava Evoked, eu nas guitarras e back vocals, Vitor nos vocais (se drogou tanto na época que ficou doido e sumiu!), Ricardo no baixo (foi morar em SP e atualmente toca numa boa banda de heavy metal prog chamada Mindflow), também tivemos o baixista Andre que já tocou no Chaosphere junto com o Antonio do Korzus. A banda só fez 3 músicas próprias e então tive que viajar pra estudar um ano fora, e apesar de eu ter insistido para que a galera continuasse a banda e aguardasse meu retorno, a banda se dissolveu nesta época. Foi aí que quando voltei fui chamado pra tocar no Infested Blood logo de cara em 2000. Então desde muito tempo que tocar e cantar pra mim faz parte de meus hobbies prediletos. Desde que entrei no Infested Blood eu já tocava e cantava todas as músicas, só por gostar mesmo e até porque eu sempre fiz as letras da banda a partir do segundo CD.



Renato Batista - Interpretar as músicas que Cristiano cantava está soando parecido no seu vocal?

Diego Do´UrdeN – Sim, pois como eu quem fazia as letras e passava as pronúncias para o Cristiano, nós sempre estudamos vocal guttural juntos desde que entrei na banda. Então sempre fiz vocal junto com ele e desenvolvemos várias linhas de vocais juntos. Então até onde o Cristiano gravou vocal, até o quarto disco Interplanar Decimation, irei manter o mesmo timbre de vocal para manter a originalidade de criação de cada música. A partir do próximo CD que estamos preparando irei colocar minhas próprias linhas de vocal, que se baseam muito no que o Infested Blood veio fazendo todos estes anos, mas contando com uma pronúncia mais clara das letras e encaixe mais coeso com o trabalho de cordas.


Renato Batista - Agora começando a falar sobre a “Decimating Europe Tour”. Quanto tempo a banda passou na Europa? Quantos shows em quantos países?

Diego Do´UrdeN – A banda passou 2 meses na Europa entre Agosto e Outubro de 2010. Foram 25 shows em cerca de 15 paises. Toda banda que vai fazer turne na Europa geralmente passa no máximo 1 mês fazendo cerca de 15 shows e escolhem viajar somente pela parte mais rica da Europa, a parte oeste. Como fazer essa turnê seria um grande passo na carreira da banda e realização de um sonho, planejei para que a turnê fosse de 2 meses e passando por praticamente toda a Europa, onde conseguimos viajar da extrema ponta leste da Romênia até a extrema ponta oeste em portugal! Então foi um grande orgulho para a banda e para o cenário pernambucano e brasileiro poder fazer uma turnê de grande porte como headliner onde em todos os shows o Infested Blood foi a banda principal da noite. Fora o festival que tocamos na Holanda e o show que fizemos com o Devourment na Alemanha.


Renato Batista - Para a banda ir ao velho continente você teve que multiplicar suas funções no grupo e se tornar agente de viagens e produtor da banda. Como foi o desenrolar dessa história?

Diego Do´UrdeN – Tudo começou na verdade quando a banda recebeu a proposta da gravadora russa Stygian Crypt para lançar o quarto disco. A gravadora sob o sub-selo Gormaggedom lançou o disco e divulgou em âmbito internacional. Fizeram um ótimo trabalho de distribuição do disco nos EUA e Europa, foi ai que comecei a extender meus contatos ao redor do mundo com produtores e gravadoras. Contatos que tinham se iniciado desde que entrei na banda e lançamos o primeiro disco, The Masters of Grotesque de 2003. Desde o primeiro disco, que foi lançado em Recife – PE , pelo nosso amigo João Marinho da Blackout Records, que temos contato com gravadoras da Europa e EUA para a distribuição de nossos discos. Mas eu digo que o processo de organização da turnê começou pelo lançamento com a gravadora russa, porque foi neste momento que a banda recebeu um apoio full time e profissional de divulgação no velho continente. Então quando meti as caras para organizar essa viagem e conseguir os shows, foi bem mais fácil do que eu esperava, pois a banda já era conhecida por lá desde 2003 e mais ainda depois do lançamento do Interplanar Decimation em 2009. Recebi grande apoio tambem de um amigo meu Cesar da Insano Booking, uma das melhores empresas do Brasil de band management. Tive tambem a ajuda do Eduardo, baixista do Infested Blood, que por ter um bom domínio do inglês conseguiu ajudar em todo o processo de booking. Foram 6 meses de trabalho, onde ocorreu tudo natural e tranquilamente. Bom, pra quem nunca tinha trabalhado com band management antes foi um ótimo começo, fiquei muito feliz com os resultados! Organizei a turnê pelo nome Bregan Daerthe Productions, produtora que agora estarei organizando aos poucos para trabalhar com booking, distribuição, produção de eventos e ajudar bandas extremas do cenário underground.


Renato Batista - O público europeu recebeu bem a banda durante a turnê e os shows?

Diego Do´UrdeN – Graças ao bom trabalho de divulgação de nossa gravadora e a oportunidade de podermos ir la e mostrar ao vivo o que foi gravado no CD, tivemos grandes noites de babilônia e metal underground em todos os países. Tivemos grande recepção em todo buraco na Europa também devido ao nome que o metal Brasileiro fez por lá desde o Sepultura até bandas mais extremas e atuais como o Krisiun. Brazilian Death Metal Fucking Rulez!!! Como eles mesmos diziam hehehe \,,/.



Renato Batista - Depois de tantos shows na Europa, tem alguma cidade em especial ou show que ficará marcado na história da banda?

Diego Do´UrdeN – Bom, foda escolher a melhor noite! Mas vamos lá... Hamburgo na Alemanha foi muito foda, cidade grande, lotou e a galera se matou de porrada a noite toda, gritando feito cães infernais entre uma música e outra. Sérvia! Fucking Sérvia! Show super underground foi pau a noite toda, e quando acabou o show tivemos que correr pra pegar um trem que saía de meia noite pra Romênia! Então tivemos que guardar os equips super rápido depois do show e a galera em cima de nós o tempo todo querendo tirar foto, nos abraçando. Até a hora do carro sair pra nos levar pra estação do trem a galera gritava o nome Infested Blood seguindo a van! Espanha, ambos os shows foram super estigados, mas o de Palencia, que foi na verdade um show privado de aniversário de um amigo produtor de lá, foi foda! A galera ficou muito chapada e a porradaria foi grande! Até me seguraram e me levantaram com guitarra e tudo, no meio de uma música! E tive que continuar tocando lá de cima fazendo crowd surfing até que a galera me colocou de volta no palco. Essas loucuras vocês podem conferir nas fotos da turne que estão no myspace e facebook do Infested Blood.



Renato Batista - Diga-nos algumas bandas que tocaram com o Infested Blood durante a turnê. Alguma chamou sua atenção?

Diego Do´UrdeN – Na Sérvia teve um maluco que tocou sozinho guitarra no palco e fazendo vocal, com uma bateria eletrônica programada rolando de um notebook dele. Muito bom, bem futurístico e new school! Que inclusive ficou interessado que Beto gravasse seu disco depois de ver o Infested tocar. Disse que era impossível achar alguém que tocasse blast beats all the fucking time, até ver o Beto ao vivo! Também teve o Cerebral Bore da Escócia que dividiu palco conosco e o Devourment na Alemanha. O Cerebral Bore é uma banda de slam brutal death metal muito boa e além disso o vocal é uma menina que bota TERROR em muito marmanjo por ai com o vocal que ela faz!



Renato Batista - Certeza que durante a passagem pelo velho continente além de tocar os integrantes da banda também assistiam alguns festivais com bandas consagradas. Fale-nos sobre algumas que você viu tocar e as que tiveram melhores shows.

Diego Do´UrdeN – Nós programamos para chegar uma semana antes de começar a turnê para podermos sacar o Summer Breeze open air. Um dos maiores e melhores festivais de música extrema da Europa. Estilo o Wacken open air, sendo que o Wacken tem bem mais gente pelo fato de ter bandas new metal, industrial, death core, e outras do gênero mais “pop” em seu cast. No Summer Breeze NÃO! Foi foda ano passado, saquei toda uma história de metal de uma vida inteira em 5 dias. Napalm Death, Obituary, Cannibal Corpse, Dying Fetus, Hypocrisy, Dark Funeral, Gorgoroth, Suffocation, Necrophagist, Origin, 1349, Unleashed, My Dying Bride, Children of Bodom, Dark Tranquility, mais de 100 bandas que fizeram valer ridiculamente bem os 120 reais que paguei por TODOS os dias! Com direito a área de camping e estacionamento incluso. Foi otimo pra se preparar para a turnê e sintonizar-se com a cena undeground de metal europeia!



Renato Batista - Foi feito algum tipo de Merchan da banda durante a turnê? Vendas de camisas ou CDs? Se sim como foi a procura.

Diego Do´UrdeN – Um ponto positivo que ajuda bastante na hora de se manter na Europa é a venda de merchandise. Na Europa o pessoal espera a banda tocar e após o show vem correndo comprar camisa e/ou CD. Lá o pessoal faz grande questão de ter o material original de uma banda de fora que eles sabem que não é tão fácil de se adquirir. Sem contar que o preço de CD a 10 euros pra nos é quase 30 reais, mas para eles que ganham em euros são míseros 10 conto! Fizemos uma boa vendagem de CDs e camisas, ainda temos as últimas unidades de camisas da turnê com a lista de datas e lugares que passamos nas costas, para adquirir basta enviar o pedido para infestedblood@hotmail.com .


Renato Batista - Fechando as perguntas sobre a “Decimating Europe Tour”. Houve algum momento engraçado ou inusitado que a banda passou durante a turnê?

Diego Do´UrdeN – Porra, você estar cada dia em um país diferente, um dia ouvindo o povo falar alemão no outro dia estar em outra cultura falando polonês, já é uma situação que proporciona várias experiências inusitadas, engraçadas e escrotas! Para citar uma, uma hora da turnê tivemos que trocar de van, pois o motorista da primeira van não pode continuar dirigindo o resto da turnê conosco pois ele tinha outros compromissos. Entao o último show que ele fez conosco foi o da Servia que ele nos deixou numa estação de trem pra ir a Budapeste na Hungria e de lá pegar outro trem pra ir pra Romênia. Pois não tinha trem direto pra Romênia onde marcamos com a outra van. Foi uma noite inteira de viagem, estávamos mortos de casados pois não tivemos como dormir bem no trem pois estávamos com todo o equipamento e bolsas no corredor do trem. Eu tive que ficar acordado pra tomar conta de nossas coisas e ainda tinha um cara estranho na nossa cabine  que nao falava inglês e ficava conversando com a gente em uma língua que só o DIABO sabia qual era, crente que a gente entendia tudo! O cara com a maior cara de psicopata e ainda deu 3 maços de cigarro pra cada um da banda pra guardar pra ele. Pois pelo que entendi do que ele tentou explicar, o guarda da fronteira de paises não deixa entrar com vários maços por questão de imposto de importação. Sendo que depois bateu aquela noia...e se esse louco estiver traficando cocaína nessas carteiras de cigarro, e estar nos usando de bode expiatório? Aí uma hora que ele foi no banheiro analisei as carteiras e vi que estavam devidamente lacradas e com o selo, cherei as carteiras e vi o peso, parecia estar normal, então resolvi arriscar! Sendo que, o que é 10 maços de cigarro comparado com 300 CDs e 300 camisas??? Porque quando se está dentro da união europeia não rola fronteira de importação, mas a Sérvia fica fora da união europeia e tivemos até que tirar um visto para entrar no país. Neste caso de sair e entrar na UE rola a maldita fronteira! Quando chegou na fronteira o guarda fiscal viu nossas caixas e foi logo abrindo e pedindo documento de imposto de importação. Ai eu disse, Sorry man, mas nós somos uma banda fazendo turnê por conta própria, este CDs aí não são nem pra vender, são para dar para os fans e produtores e tal, por favor, nos libere disso aí que viemos uma longa distância do Brasil... Aí ele me interrompeu...BRAZIL??? Pelé? Café? Futebol???  SAMBA??? Owwwwwwww tá OK amigo! Pode ficar tranquilo! Vou até levar um CD seu aqui pra sacar em casa!... Ai ao chegar em Budapeste fucking cansados tivemos que mover toda a bagagem no braço pro outro trem. Quando estávamos confortáveis e tranquilos no trem final que nos levaria para as sombras da Transilvânia na Romênia, num vagão super chique, com cafezinho, poltronas reclináveis, totalmente diferente do vagão escroto que pegamos na Sérvia, ai chega um velho conferindo as passagens. Aí ele pegou a minha e disse...Amigo, você esta no vagão errado...aqui é a primeira classe!...Aí eu falei... Amigo me desculpe, estamos super cansados, entramos no primeiro vagão que vimos, pois estamos cheio de bagagem também. Não tem como ao menos deixar nossas coisas neste vagão, e irmos para o vagão da segunda classe? Nós somos uma banda em turnê, viemos de looonge, lá do Brasil..... aí o cara me interrompeu.....BRASIL??? oowwwwww! Muito bom! Muito bom! Pode ficar aí mesmo amigo!  lol   \,,/



Renato Batista - A cena do Brutal Death Metal no Brasil é escassa.  Que motivo você daria a isso? E pelo respeito que a banda tem no undergound nacional e pela conquista de uma extensa turnê fora do país, o Infested Blood poderia ser chamado à principal banda do estilo no país?

Diego Do´UrdeN – Realmente o Brasil é um país que não possui uma cena forte de Brutal Death Metal, da linha moderna que eu costumo chamar de “New School”, praticamente nem existe esta cena aqui no Brasil. Existe algumas bandas como o poderoso Krisiun que opta por um som rápido, mas também cheio de grooves e riffs mais clássicos de guitarra, com influência old school. Já o Ophiolatry tem o som rápido e as guitarras definem com certeza a banda como New School. Riffs virtuosos e dissonantes, rápidos e complexos que embaralham a mente e te fazem escutar a música várias vezes para poder decorar alguma coisa! Este é o estilo que o Infested Blood adotou como uma evolução natural da banda já passando do primeiro disco para o segundo. Os fans de Old School dizem que o melhor disco do Infested Blood é o primeiro, por ter muita influência de riffs clássicos. Já os fans de New School of Modern Brutal Death Metal, também chamado pela midia especializada do mundo a fora de Ultra Brutal Death Metal, preferem o Tribute to Apocalypse e o Interplanar Decimation. Como o Ophiolatry acabou, não tenho outra banda em mente que faça este tipo de som aqui no Brasil, além de bandas emergentes. No caso o Infested Blood pode sim ser chamada de principal banda no estilo dentro de nosso país. Também fomos os primeiros no país a utilizar Gravity Blast Beats, técnica onde se faz um drum roll com apenas uma mão no caixa, batida que eleva a levada do caixa à mesma velocidade do pedal duplo tocado em ultra velocidade. Postamos um vídeo promo de Gates to Alien Dimension em 1 maio de 2008 no youtube, uma das músicas que foram gravadas para o primeiro disco a utilizar os gravity beats do Brasil, Interplanar Decimation.



Renato Batista - 2011 chegou. Quais os planos da banda para este ano? Deve-se se esperar nova gravação num futuro próximo?

Diego Do´UrdeN – Nos últimos dois meses, dezembro 2010 e janeiro 2011 foram construídas as 10 músicas novas que farão parte do quarto disco da banda. Uma música foi escolhida para ser gravada e apresentada aos fans, The Hunters Blade. A música é a primeira gravação do Infested Blood comigo nos vocais, e mostra um pouco dos novos elementos de harmonia que estaremos usando no próximo disco cujo titulo será divulgado em breve! Pode-se ouvir The Hunters Blade no nosso player no myspace. Agora estamos ensaiando as músicas para gravar o mais rápido possível, queremos o disco nas mãos dos fans ainda este semestre!


Renato Batista - A nova formação da banda remete a uma nova forma de composição? A banda está em uma nova fase?

Diego Do´UrdeN – Com certeza, o Infested Blood deu mais um passo na história de sua evolução com a firmação em trio. As linhas de vocal estão mais definidas junto ao instrumental, sendo assim, agora eu escrevo as letras pensando em como vou cantar e tocar ao mesmo tempo. O que não impediu das bases continuarem virtuosas e rápidas, adicionando apenas definição e clareza nas composições.


Renato Batista - A gravadora Russa Stygian Crypt Records, é a gravadora da banda. Que além de lançar o último CD da banda "Interplanar Decimation", relançou o primeiro e segundo trabalho do Infested Blood "The Masters of Grotesque" e "Tribute to Apocalypse", distribuindo para todo o mundo. Como estão às vendas dos CDs e esse contrato entre Stygian Crypt e Infested Blood continua?

Diego Do´UrdeN – Como já disse lá no início, o trabalho dessa gravadora foi magnífico! Só temos que agradecer a eles por tudo que foi feito, na grande alavancada que eles deram na divulgação do vírus Infested Blood na gringolândia. O contrato com a Stygian Crypt foi para apenas o re-lançamento do The Masters of Grotesque e do Tribute to Apocalypse, e do lançamento do Interplanar Decimation. Eles têm o interesse de lançar o quarto disco também, mas também temos outras propostas que estão sendo avaliadas, inclusive de gravadoras nacionais. Estou arquitetando para que o novo disco seja lançado simultaneamente na Europa e Brasil.



Renato Batista - Como uma banda de Brutal Death Metal nascida numa região menos favorecida para se trabalhar com música, de um país que não tem cena para esse estilo, consegue viver há mais de 10 anos?

Diego Do´UrdeN – Conseguimos manter e evoluir a banda durantes estes 10 anos, pelo simples motivo de que nós fazemos o que gostamos! Infested Blood é acima de tudo uma realização pessoal dos integrantes da banda, os quais são todos fanáticos pelo moderno New School. Tocamos o som que mais gostamos de ouvir durante maior parte do dia. Somos ecléticos somente dentro do Metal, ouvimos desde Iron Maiden e Black Sabbath até bandas de Ultra Brutal como Infested Blood. Mas o que prevalece em nossas almas é sempre o poderoso Brutal! Já sabendo que o Brasil não comporta este estilo musical, nós sempre divulgamos e fizemos contatos com outros países. Direcionando a banda para o mercado apropriado, onde existe o publico alvo de nossa proposta.



Renato Batista - Muito obrigado Diego, deixo o espaço para as suas considerações finais.

Diego Do´UrdeN – Agradecemos pelo seu apoio e por ceder essa entrevista foda que me fez relembrar os bons momentos da turne Decimating Europe Tour 2010 e me deu a oportunidade de falar sobre os novos projetos da nova fase Infested Blood. Aos poucos que curtem este tipo de som, mantenham-se sempre brutais e nunca deixem de apoiar a cena underground em geral! Vamos comparecer aos shows de metal e alimentar a cena com nosso sangue infestado! Stay Brutal folks!  \,,/

www.myspace.com/infestedblood
www.myspace.com/demonscrest666
facebook/ orkut – Infested Blood
Infestedblood@hotmail.com

Autoria: Renato Batista

5 comentários:

Fernanda disse...

entrevista boa demais!

Priprila disse...

a entrevista está boa demasiadamente...
estou muito orgulhosa dessa galera
amigos from hell.

Priprila disse...

o infested blood merece..
é isso aê galera from hell
o brutal death metal prevalece

Anônimo disse...

Esses porras tocaram aqui na minha cidade em 2002...hahaha...Toda sorte do mundo ao Infested Blood! Eles merecem estar onde estão. Stay Brutal!

Anônimo disse...

Vida longa ao Infested Brutal Blood!!!!

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