16 de agosto de 2010

Entrevista: Firetomb


Nunca em Recife presenciei o público esperar tanto por um lançamento de um CD, como o "Hellvolution" do Firetomb. Agora com o CD recém lançado, e sucesso com os seus shows: De lançamento do Debut álbum, e ao lado do Nervochaos, a banda futuramente também dividirá o palco com o Andralls e tocará fora do estado.

A banda pode ter sido muito mencionada recentemente, mas o Firetomb está na luta no underground desde 2004, quando ainda se chamava  Hellvolution. E com todo esse contexto Risaldo Silva e Lucas Moura, baixista e Vocalista do Firetomb respectivamente me responderam algumas questões sobre a história da banda, o lançamento do CD e também o futuro.


Renato Batista – Primeiramente obrigado por aceitar responder estas perguntas. A banda inicialmente se chamava Hellvolution, isso em 2004. O nome da banda mudou devido a mudanças dos seus integrantes. Quais são os integrantes originais da banda e quais foram entrando com o tempo?

Lucas Moura – É um prazer para nós, responder essas questões, para o público conhecer mais um pouco sobre a história do Firetomb. Bom, mas vamos lá... Ainda quando a banda se chamava “Hellvolution”, tinha em sua formação: Livio Silva (vocal), Rogério Gomes (baixo), Nightfall (ex  Malkuth) (bateria), Marcos Paulo (guitarra) e Randal Silva (guitarra)... Com o tempo o nosso amigo Nightfall resolve sair da banda, e Denis Andrade entra em seu lugar, mais tarde Livio Silva sai da banda para entrada de Lucas Moura (este quem vos fala), no inicio das gravações do nosso primeiro CD Denis Andrade saiu da banda, e Luciano J. Silva assume as baquetas, e mais a frente o nosso grande amigo Rogerio Gomes deixa os graves da já renomeada “Firetomb”, para Risaldo Silva, assim sendo nossa atual formação Lucas Moura (vocal), Randal Silva (guitarra solo), Marcos Paulo (guitarra solo), Risaldo Silva (baixo) e Luciano J. Silva (bateria).


Renato Batista - Quando a banda fala em “A Hellvolução do Thrash Metal” quer se referir a realmente uma revolução que mudará a forma de fazer o thrash metal ou é apenas uma forma de manter vivo o fogo desse gênero? Pois vejo que suas influências são totalmente Old school.

Risaldo Silva –  Vejo mais como a segunda citação, a coisa de manter o estilo vivo, mostrando que não importa quanto tempo passe, ele sempre estará ali, firme, com seus seguidores. 


Renato Batista - A Demo “Thrash Metal” mostra o que é o CD de lançamento ou pode se esperar muito mais no CD?

Risaldo Silva – Cara, na demo dá pra ser ter uma pequena boa idéia do que se tem no disco oficial sim, mas apenas uma pequena mostra, a demo contém 3 faixas também presentes no disco, que tem 10, pra quem até então só ouviu a demo e não saca o resto das músicas do disco oficial, só posso dizer uma coisa... É daquilo pra pior (no bom sentido).


Renato Batista - Como foi o processo de gravação do CD de estreia? Tiveram algum tipo de apoio?

Lucas Moura – As gravações do nosso debut álbum, foi sacrificante para todos nós, e como não tivemos nenhum apoio para custear absolutamente nada, o nosso bolso também sofreu um pouco para fazer um trabalho oficial e devidamente registrado, foi uma verdadeira batalha contra nossa realidade financeira... Mas sobrevivemos hehe.


Renato Batista - É de um contraste o CD ter sido masterizado por Thiago Bianchi (Shamam, que já produziu álbuns de bandas como: Tuatha de Dannan e Angra) já que o Firetomb não soa nem um pouco melódico. A banda teve algum contato com o mesmo? Ou algum comentário sobre o som de vocês?

Risaldo Silva – Isso é muito relativo, a questão sonora de banda pra banda, mais melódica ou não do que outra não quer dizer nada, quem já viu a banda ao vivo sabe que é porrada, mas antes de um show da Firetomb, eu  particularmente curto escutar coisas do tipo Whitesnake e Dr. Sin, no entanto me instiga da mesma forma, passei 3 anos tocando na sinfônica do conservatório no entanto sempre toquei som porrada com a mesma naturalidade, no final das contas experiências diferentes só vem a somar, assim como aconteceu com Thiago Bianchi.


Renato Batista - Quem assina a arte gráfica do álbum?

Risaldo Silva – O grande monstro Alcides (risos), que já vem a muito fazendo um grande trabalho não apenas com bandas locais, mas também de fora.


Renato Batista - Quais são os Pontos positivos de “Hellvolution”? Por que devemos comprar o CD?

Risaldo Silva – Cara esse disco foi algo bem suado... Nós cuidamos bem desde a arte gráfica até a gravação propriamente dita, um encarte colorido, com as letras, e uma ótima arte gráfica, foi prensado em Manaus, e tudo isso de forma independente, o que eu citaria como o mais positivo no disco seria isso, o trabalho realizado, todo o conjunto, e a forma como tudo isso é passado para as músicas, é porrada do começo ao fim.


Renato Batista - Sabemos que hoje em dia uma banda pode estourar se for bem trabalhado a divulgação, principalmente pela Internet. A banda está trabalhando nesse ponto de qual maneira?

Risaldo Silva – Com certeza, a questão de estourar é algo difícil, pra "estourar"   às vezes é até mais rápido, se manter no topo como dizem, é que é o problema. Nós estamos sim correndo atrás de contatos, divulgação, e tudo o mais, tudo que acontecer será consequência de muito trabalho.


Renato Batista - Depois desse grande lançamento quais são os planos para o futuro? A hellvolução continua?

Risaldo Silva – Com certeza, isso é apenas o começo.

Lucas Moura – Esse nosso primeiro lançamento, é o nosso cartão de visita para os bangers, dizendo que ainda virá muita destruição musical num futuro não muito distante, mas primeiro faremos uma boa divulgação do “Hellvolution”, estamos com muitos planos e pretendemos fincar nossa bandeira em lugares bem além de nossa cena local.


Renato Batista - A banda está com show marcado para Mossoró/RN. Será que vem uma onda de shows fora do estado? Se acontecer de haver muitas propostas para tocar longe de casa, a banda está pronta para mergulhar numa turnê sem medo?

Risaldo Silva – Isso é algo que toda banda busca, reconhecimento, poder tocar pra públicos diferentes. Isso é muito importante pra divulgação, impossível ter uma banda e não querer levar seu som para todos os lugares possíveis. Se a banda está pronta? Eu diria, “nós nascemos prontos”.


Renato Batista - Deixo o espaço para a banda dizer o que pensa, e agradeço pela entrevista.

Risaldo Silva – Nós que agradecemos pela chance de divulgar nosso trabalho no blog, grande honra, quem quiser sacar nosso som, vale dar uma conferida no nosso myspace, tem 4 faixas disponíveis pra audição, no mais, grande abraço a todos, e pra quem gosta do bom e velho thrash, apareçam em algum show, quem sabe a gente toma uma cerveja e troca idéia, valeu.

Autoria: Renato Batista

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